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LCA apresenta cases de cidades que sediaram grandes eventos esportivos em Fórum de infraestrutura

Barcelona e Sidney são citadas pelo economista-chefe da LCA como modelos a
serem seguidos. Ambas investiram em planejamento prévio para reduzir custos na
construção das obras a “toque de caixa” e deram prioridade aos investimentos em
infraestrutura urbana.


O economista Bráulio Borges, da LCA, uma das maiores consultorias econômicas do
país, participou hoje, dia 21, do evento World Cup Infrastructure Summit 2, segundo
Fórum para o desenvolvimento da infraestrutura das cidades-sede na Copa do Mundo
de 2014, que prossegue até amanhã, quarta-feira, dia 22, em São Paulo, no Hotel
Blue Tree Towers Morumbi.

A apresentação do economista da LCA, inserida no painel “Cases Internacionais
de Países que Sediaram Grandes Eventos Esportivos”, abordou a experiência e a
infraestrutura destes países do ponto de vista do que foi planejado, do que é prioritário
a ser considerado no planejamento de eventos desse porte e quais os benefícios para
as cidades-sede.

De acordo com Borges, nem sempre as Copas do Mundo tiveram o impacto esperado
pelos organizadores ou, pelo menos, não em um primeiro momento. Em sete das
14 Copas do Mundo desde 1954, o crescimento econômico no país-sede no ano do
evento foi menor que nos dois anos anteriores. Apesar disso, existe um efeito positivo,
pois em média o crescimento econômico nos países-sede foi mais forte nos dois anos
seguintes ao evento do que nos dois anos precedentes.

“No entanto, ser o país-sede e ao mesmo tempo o vencedor da Copa do Mundo
parece ter um impacto positivo adicional. Os vencedores de Copas ‘em casa’, como
Inglaterra (em 1966), Alemanha (1974), Argentina (1978) e França (1998), registraram
uma aceleração maior das taxas de crescimento econômico nos dois anos após o
evento”, explica Borges.

Os impactos econômicos negativos de sediar um mega-evento esportivo também
foram abordados pelo economista. Os jogos de 1976, em Montreal, de acordo com
reportagens publicadas na época, que inclusive motivaram o primeiro estudo mais
detalhado neste sentido, geraram perdas financeiras significativas para a cidade
canadense. Algumas cidades-sede também ficaram com um legado de dívidas, graças
às infraestruturas ociosas e à manutenção cara. Atenas gasta US$ 100 milhões todos
os anos na manutenção da infraestrutura desportiva construída especialmente para os
jogos.

Além disso, em função do cronograma apertado de obras, muitas vezes os custos
superaram em muito as estimativas iniciais. Em Atenas (2004), os gastos com
segurança chegaram a R$ 3,1 bilhões, 12 vezes mais do que o orçamento inicial. No
Brasil, os gastos totais dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro (2007) foram de
R$ 3,5 bilhões, contra o orçamento inicial de R$ 400 milhões.

Por fim, foram mostrados alguns pontos importantes que fizeram de Barcelona (1992),
assim como Sidney (2000), exemplos a serem seguidos. “Ambas investiram em
planejamento prévio para reduzir custos na construção das obras a ‘toque de caixa’
e focaram mais em investimentos em infraestrutura urbana. Apenas 9,1% do total do
orçamento disponível foram investidos em infra desportiva. Além disso, dedicaram-
se à revitalização de áreas urbanas degradadas e à promoção turística da cidade no
exterior”, ressalta Borges.